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Vía de la Plata

A Vía de la Plata também conhecida pelo Caminho do Sudoeste ou Caminho Leonês sai de Sevilha e traça uma linha de sentido Sul/Norte paralela a Portugal. Antes de chegar a Zamora existem duas alternativas: uma primeira que contorna Portugal, passando por Puebla de Sanábria, e uma segunda que entra em Portugal por Quintanilha, passa por Bragança, Vinhais e diversas capelas de culto a Santiago e junta-se de novo ao Caminho Leonês em Ourense. Desde o período pré-romano que os povos que habitavam a Península Ibérica procuravam os melhores acessos naturais que lhes permitissem deslocações mais rápidas e seguras. Entre estes caminhos, eram mais conhecidos os que uniam o Sul com as terras mais setentrionais da península, rotas estas que permitiram, primeiro aos Cartagineses e de seguida aos Romanos, a colonização da Bética e da Lusitânia. Terminadas as conquistas romanas, a importância económica e estratégica destes lugares motivou o Império à construção das calçadas que permitiriam uma melhor comunicação por toda a Península Ibérica. Assim nasceria o itinerário que unia Augusta Emerita (Mérida) com Asturica Augusta (Astorga), a Norte e com Hispalis (Sevilla), a Sul que mais tarde, com prolongamentos a Cádiz e Gijón, estabeleceu um trajecto continental entre a saída do Mar Mediterrâneo e o Golfo da Biscaia. Desde a Idade Média e da aparição do túmulo do Apóstolo Santiago que a Vía de la Plata é utilizada pelos cristão que peregrinavam, desde o sul da Península Ibérica até Santiago de Compostela. Actualmente, a Vía de la Plata procura recuperar o protagonismo de outrora tornando-se, deste modo, numa opção cultural e turística para aqueles que desejam percorrer este caminho passando por intenso repositório cultural com cidades históricas e abundante espólio romano, medieval e gótico.