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Caminho Português da Vía de la Plata

Nasce em Zamora, segue as terras de Muelas, Alba, Aloste, Trás-os-Montes e outras povoações e lugares, em direcção a Compostela, como um dos mais antigos Caminhos do Jubileu. Este caminho imemorável é também uma oferta para o conhecimento e intimidade com estas terras. Paisagens aprazíveis ou agrestes, mas sempre belas. Um património de obras surpreendentes, humildes ou únicas, plenas de história. Tradições a que o tempo se deteve e uma gastronomia singular que surge com naturalidade, estando sempre presente a cordialidade da sua gente.

A Vía de la Plata inicia-se em Zamora, em direcção a Alcanices e continua para em Quintanilha nos encontrarmos perante os caminhos portugueses.

Quintanilha com o seu Santo da Viola e a recordação da rainha Santa Isabel, que tem um Santuário no seu término, e celebra uma romaria tradicional em recordação da Senhora. A povoação conserva do seu passado xacobeo vestígios em pedra com a concha peregrina. Continuando por um caminho que sobe entre arvoredo, entramos em Réfega. Andamos depois o traçado da antiga calçada entre lameiros, arvoredos ou riachos para chegar a Palácios, com um museu tradicional que perpetua outros tempos e lavores. Caminhamos para Babe, que oferece um museu que mostra a sua sensibilidade. Passamos próximo da ermida de São Sebastião que mantém a antiga bênção de fazendas e gados. Vamos descendo e contemplando Gimonde, cruzada pelo rio Sabor, e, no horizonte, Bragança, perfilando-se com a sua Cidadela.

Em Gimonde, povoação de velhas culturas, entramos pela magnífica ponte medieval, como nos velhos tempos de peregrinação. Outra ponta medieval espera-nos: a de São Lázaro. E, mais para lá, a igreja com o mesmo nome, extra muros da cidade. Entramos nela, pela porta da cidadela. Estamos em Bragança.

Carregada de história, mostra a Cidadela, com o seu castelo imponente, hoje Museu Militar, o românico Domus Municipalis, um dos concelhos mais antigos da Europa, a igreja de Santa Maria, o Porco Neolítico e pelourinho e o convento de franciscanos. Caminhamos para o Castro de Avelãs, cujos restos mudéjares falam da importância, em tempos passados, deste lugar. Seguimos para Lagomar, cruzamos a povoação, deixando ao lado a igreja de Santiago, e entramos num caminho de castanheiros centenários, para chegar a Portela. Iniciamos a subida a Castrelos, com a sua igreja de São Bernardino de Siena, e descemos à procura da passagem do rio Baçeiro, pela antiga ponte medieval. Seguimos para Soeira, para passar sobre outra ponte medieval, em direcção a Vilaverde. O caminho, com restos da antiga calçada, segue em direcção à antiga Cidadela romana, que deixamos ao lado da nossa marcha.

Vinhais com recinto amuralhado, de que nos falam as ruínas do recinto, a porta da vila e algum resto pré-românico encostados nos muros da igreja. Essa importância segue pelos séculos, como mostra o convento de São Francisco, São Facundo ou igreja de Moimenta, que tornam imprescindível a visita. O caminho segue-se, entre o arvoredo, para Soutelo, passa-se próximo a Sobreiró, circunda-se ou sobe-se ao Monte Forcado. Passando Aboa, chega-se a Candedo. Perto, a Capela de Santiago. A descida ao rio é dura, mas ainda mais difícil, passada a ponte, a subida, pela empinada inclinação do caminho. Desde Edral a Sandim, célebre pelas suas águas medicinais. Já perto e como fim da etapa, Segirei, com o seu já tradicional nicho de Santiago, como despedida de Portugal.